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27.6.14

"Aqui está um macaco para você levar de volta"

Moro no Rio Grande do Sul, um estado onde, certamente, você conhece um Rafael, um "alemão" e um "negão", "neguinho" ou "nego alguma coisa". O "Rafael" no caso, normalmente sou eu, ou então sou apenas um dos vários Rafaéis que o "alemão" ou o "negão" conhecem.

Em dia de jogo aqui na Capital gaúcha, fui com o "neguinho" passear à beia do Guaíba e conhecer a Fan Fest de Porto Alegre.

Pegamos o caminho a pé, para poder conversar com os turistas e ganhar alguma experiência no inglês básico que temos das nossas escolas.

Conversamos com Holandeses, Australianos, Argelinos, Sul Coreanos e americanos. Tudo muito bom, tudo muito legal. Até que um brasileiro veio nos pedir informações...

Enquanto o neguinho mostrava para um turista brasileiro no mapa como fazer para chegar de volta ao hotel, um grupo de estrangeiros se aproximou, tirou fotos e, num piscar de olhos, estava escrevendo no braço do neguinho sua assinatura. Vi aquela cena como se fosse um boi, sendo marcado pelo dono da fazenda.

Imediatamente após ele terminar o "autógrafo", peguei na mão do estrangeiro:
"Agora deixe ele autografar seu braço também."
"Não! Não! Nunca!" Foi a resposta.

Em um novo piscar de olhos, me vi gritando para o grupo de 5 bêbados.
"Onde vocês acham que estão? No terceiro mundo? Quem não respeita os outros, não merece respeito de volta!"
"Acho que deveria ter educação no seu país! Idiotas!"

O neguinho ficou quieto, o turista brasileiro me ajudou nos gritos de ordem para os estrangeiros.

A política do pão e circo virou política do Bolsa Família e Copa. Porém, aparentemente, o circo ainda existe e somos os macacos treinados deles.
Stallone já traduziu bem essa visão: “Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa’.

22.5.14

Transporte melhor esbarra na mentalidade do brasileiro

O Brasil ainda mantém a tradição de privilegiar o automóvel em detrimento do transporte coletivo, e alterar esse panorama demanda não só políticas públicas, mas uma mudança na mentalidade do brasileiro. Essa é a opinião Martin Gegner, do doutor em sociologia urbana da Universidade Técnica de Berlim e professor visitante da USP.



"O Brasil ainda vive a influência do ideal modernista de urbanismo, em que as cidades são planejadas em função do carro, com prédios e garagens grandes, com bairros ligados por grandes vias rodoviárias. O grande exemplo disso é Brasília", diz Gegner, que tem origem alemã.

Para ele, esta concepção de metrópole vem sendo questionada há mais de 30 anos na Alemanha, principalmente pelos movimentos verdes. "Os jovens alemães das grandes cidades já não valorizam o carro, mas no Brasil isso ainda é muito forte. É o que chamamos de ‘egomóvel‘, porque não é funcional, é mais um símbolo de status", defende.

O professor critica ainda a mentalidade da classe política, que, segundo ele, associa o transporte público às classes baixas, focando apenas no preço, sem oferecer qualidade no serviço.

"Na visão dos políticos brasileiros, menos de cinco pessoas por metro quadrado significa que a linha está subutilizada. Isso é um absurdo", protesta. Ele diz que é preciso tornar o transporte coletivo mais confortável, o que aumentaria a aceitação entre as classes altas.

Gegner acredita que a maioria dos debates sobre mobilidade trata de soluções tecnológicas, quando a inovação deve ser de ordem social. Ele cita como exemplo a bicicleta: “No Brasil ela é vista como lazer e não como transporte. Na Alemanha, as grandes cidades estão cobertas de ciclovias e as pessoas usam a bicicleta para ir trabalhar”.

De acordo com o especialista, o VLT é uma solução rápida e barata. "O custo do VLT é muito menor que o do metrô, porque qualquer obra subterrânea é muito cara e lenta. As pessoas associam isso ao bonde de antigamente, mas não tem nada a ver. É um transporte rápido, de massa e confortável”, assegura.

30.4.14

Por quê a construção de mais vias não alivia os congestionamentos?

Texto excelente retirado do blog Vá de bici



Há um problema muito mais profundo do que a forma como as vias são construídas e geridas. É a questão de por que ainda construímos ruas em primeiro lugar.

A simples verdade é que a construção de mais ruas e ampliação das ruas existentes, quase sempre motivadas pela preocupação com o tráfego, não faz nada para reduzir o tráfego. No longo prazo, na verdade, aumenta o tráfego. Esta revelação é tão contra-intuitiva que vale a pena repetir: a adição de faixas torna o trânsito pior. Este paradoxo foi imaginado, já em 1942 por Robert Moses, que percebeu que as vias que ele construiu em Nova York, em 1939, estavam de alguma forma gerando maiores problemas de trânsito do que os que existiam anteriormente. Desde então, o fenômeno tem sido bem documentado, principalmente em 1989, quando a Associação dos Governos do Sul da Califórnia concluiu que medidas para ajudar o trânsito, sejam elas o acréscimo de pistas, ou mesmo a criação de vias de dois andares, não teria mais do que um efeito cosmético nos problemas do trânsito de Los Angeles. O melhor que se poderia oferecer era dizer às pessoas para trabalhar mais perto de casa, o que é precisamente o que a construção de vias expressas tenta evitar.

Do outro lado do Atlântico, o governo britânico chegou a uma conclusão similar. Seus estudos mostraram que a capacidade de aumento de tráfego leva as pessoas a dirigir mais – muito mais – de tal forma que metade de todas as economias de tempo geradas por novas ruas são perdidas no curto prazo. No longo prazo, potencialmente todas as economias devem ser perdidas. Nas palavras do ministro dos Transportes, “O fato é que não podemos resolver os nossos problemas de tráfego através da construção de mais vias”.² Enquanto os britânicos responderam a esta descoberta cortando drasticamente os orçamentos para construção de novas vias, tal coisa não pode ser dita sobre os americanos.

Não há falta de dados concretos. Um recente estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley que abrangeu 30 municípios da Califórnia entre 1973 e 1990 constatou que, para cada aumento de 10 por cento na capacidade de estrada, o tráfego cresceu 9 por cento no prazo de quatro anos.³ Como evidência anedótica, basta olhar para os padrões de trânsito nas cidades com caros sistemas de vias expressas. O jornal USA Today publicou o seguinte relatório sobre Atlanta: “Durante anos, Atlanta tentou afastar os problemas de tráfego através da construção da maior quantidade de quilômetros de auto-estradas per capita do que qualquer outra área urbana, exceto Kansas City… Como resultado da expansão, os habitantes de Atlanta agora dirigem uma média de 50 quilômetros por dia, mais do que os moradores de qualquer outra cidade”. Este fenômeno, que agora é bem conhecido para os membros do setor de transporte que desejam reconhecê-lo, passou a ser chamado de tráfego induzido.

A mecânica por trás do tráfego induzido é elegantemente explicada por um aforismo que vem ganhando popularidade entre os engenheiros de tráfego: “Tentar curar o congestionamento adicionando mais capacidade de tráfego, é como tentar curar a obesidade, soltando seu cinto.” Uma capacidade de trânsito maior faz com que trajetos mais longos sejam menos penosos, e, como resultado, as pessoas estão dispostas a viver cada vez mais longe de seu local de trabalho. Quando um número crescente de pessoas toma decisões semelhantes, o trajeto de longa distância fica tão congestionado quanto o centro da cidade, os passageiros clamam por faixas adicionais, e o ciclo se repete. Este problema é agravado pela organização hierárquica das novas vias, que concentram o trânsito no menor número de ruas possível.

O fenômeno do tráfego induzido funciona em sentido inverso também. Quando a via expressa West Side Highway de Nova Iorque, entrou em colapso em 1973, um estudo do NYDOT mostrou que 93% das viagens de carro perdidas não reapareceram em outro lugar, as pessoas simplesmente pararam de dirigir. Um resultado semelhante acompanhou a destruição da Freeway do Embarcadero de San Francisco no terremoto de 1989. Cidadãos votaram para remover a rodovia totalmente, apesar das advertências apocalípticas dos engenheiros de tráfego. Surpreendentemente, um recente estudo britânico descobriu que a remoção de ruas no centros das cidades tendem a impulsionar as economias locais, enquanto novas vias levam ao aumento do desemprego urbano. A idéia da construção de estradas como forma de estimular a economia já era.

Se vamos discutir o trânsito com responsabilidade, primeiro deve ficar claro que o nível de tráfego que os motoristas vivenciam diariamente, e que lamentam tão veementemente, só é tão alto quanto eles mesmos estão dispostos a tolerar. Se não fosse, eles iriam ajustar seu comportamento e se mudariam, compartilhariam carros (carpool), usariam o transporte coletivo, ou simplesmente ficariam em casa, como alguns optam por fazer. Quão cheia está uma via em determinado momento representa uma condição de equilíbrio entre o desejo das pessoas de dirigir e a sua relutância em enfrentar o trânsito. Como as pessoas estão dispostas a sofrer excessivamente no trânsito antes de procurar alternativas – outras que não exigir mais vias – o estado de equilíbrio de todas as ruas movimentadas é ter um trânsito que pára e acelera constantemente. A questão não é quantas pistas devem ser construídas para aliviar o congestionamento, mas quantas pistas de congestionamento você quer? Você é a favor de na hora do rush ter quatro pistas de congestionamento, ou dezesseis?

Esta condição é melhor explicada pelo que os especialistas chamam “demanda latente”. Como a verdadeira restrição a dirigir é o trânsito, e não o custo, as pessoas estão sempre prontas para fazer mais viagens quando o trânsito desaparece. O número de viagens latentes é enorme – talvez 30 por cento do tráfego existente. Por causa da demanda latente, acrescentar pistas é inútil, uma vez que os motoristas já estão preparados para usá-las.4

Embora o atordoante fato do tráfego induzido já seja bem entendido pelos engenheiros de tráfego esclarecidos, ele poderia muito bem ser um segredo, tão mal que tem sido divulgado. Os modelos de computador utilizados pelos consultores de trânsito nem sequer o consideram, e a maioria dos diretores de obras públicas nunca ouviu falar de nada disso. Como resultado, do Maine ao Havaí, os departamentos de engenharia municipais, distritais e mesmo estaduais continuam a construir mais vias na expectativa de aumento do tráfego, e, ao fazer isso, criam esse tráfego. O aspecto mais penoso dessa situação é que estes construtores de estrada, nunca se mostraram enganados, na verdade, eles sempre se mostraram “certos”: “Você vê,” eles dizem, “eu te disse que o tráfego ia aumentar.”

As ramificações são bastante inquietantes. Quase todos os bilhões de dólares gastos na construção de estradas nas últimas décadas alcançaram apenas uma coisa, que é o o aumento da quantidade de tempo que devemos gastar em nossos carros todo dia. Norte-americanos agora dirigem o dobro de quilômetros por ano, se comparado a apenas 20 anos atrás. Desde 1969, o número de milhas de viagens carros tem crescido quatro vezes a taxa de população. E nós estamos apenas começando: funcionários federais de trânsito prevêem que nos próximos anos 20 o congestionamento vai quadruplicar. Ainda assim, cada congressista, ao que parece, quer uma nova estrada para o seu crédito.

Felizmente, alternativas para a construção de estradas estão sendo oferecidas, mas são igualmente equivocadas. Se, como agora fica claro para além de qualquer dúvida razoável, as pessoas mantém um equilíbrio de trânsito no limite do tolerável, então os engenheiros de tráfego estão perdendo seu tempo – e nosso dinheiro – em um novo conjunto de medidas paliativas que, na melhor das hipóteses, produzem resultados temporários. Estas medidas, que incluem vias com alta ocupação de veículos, pedágios urbanos, semáforos cronometrados, e “ruas inteligentes”, servem apenas para aumentar a capacidade das vias, o que faz com que mais pessoas passem a dirigir até a condição de equilíbrio do congestionamento retorne. Embora certamente causem menos desperdício do que construções novas, essas medidas também não fazem nada para resolver a verdadeira causa do congestionamento do tráfego, que é o que as pessoas decidem suportar.

Temos de admitir que, em um mundo ideal, seríamos capazes de construir até acabar com os congestionamentos no trânsito. Um aumento do número de vias expressas em todo o país em 50% provavelmente superaria toda a demanda latente. No entanto, para fornecer mais do que um alívio temporário, este enorme investimento teria que ser feito junto com uma moratória sobre o crescimento suburbano. Caso contrário, as novas subdivisões, shoppings, parques de escritórios, cuja construção foi possível graças às novas vias acabariam por sufocá-las também. No mundo real, essas moratórias são raramente possíveis, é por isso que a construção de mais vias é geralmente uma loucura.

Aqueles que são céticos em relação à necessidade de uma revisão fundamental do planejamento de transportes devem prestar atenção em algo que vivenciamos há alguns anos atrás. Em uma grande sessão de trabalho no projeto de Playa Vista, um projeto de adensamento urbano em Los Angeles, o engenheiro de tráfego foi apresentar um relatório de congestionamento atual e projetado ao redor do empreendimento. Do nosso assento perto da janela, que tinha uma visão desobstruída da hora do rush de uma rua que ele diagnosticou como altamente congestionada e com necessidade de ampliação. Por que, então, o tráfego flui sem problemas, com quase nenhuma acumulação no semáforo? Quando solicitado, o engenheiro de tráfego nos deu uma resposta que deve ser registrada de forma permanente nos anais da profissão: “O modelo de computador que usamos não oferece necessariamente qualquer relação com a realidade.”

Mas a verdadeira questão é: por que tantos motoristas escolhem sentar por horas a fio olhando o pára-choque do carro da frente no trânsito, sem procurar alternativas? É uma manifestação de algum profundo ódio a si mesmo ou são apenas pessoas estúpidas? A resposta é que as pessoas são realmente muito inteligentes, e sua decisão de submeter-se à angústia do trânsito suburbano é uma resposta sofisticada a um conjunto de circunstâncias que são tão perturbadoras quanto o seu resultado. O uso do automóvel é a escolha inteligente para a maioria dos americanos, porque é o que os economistas chamam de um “bem livre”: o consumidor paga apenas uma fração do seu custo real. Os autores Stanley Hart e Alvin Spivak explicaram que:

“Nós aprendemos no primeiro ano de economia o que acontece quando os produtos ou serviços tornam-se bens ‘gratuitos’. O mercado funciona caoticamente, a demanda vai até o teto. Na maioria das cidades americanas, lugares de estacionamento, ruas e rodovias são bens gratuitos. Serviços do governo local para o motorista e para o setor de transporte rodoviário – engenharia de tráfego, controle de tráfego, semáforos, polícia e proteção contra incêndios, reparo e manutenção de ruas – são todos bens gratuitos.”

24.2.14

Racismo é burrice


Salve, meus irmãos africanos e lusitanos
Do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar
Porque o sangue é mais forte que a água do mar"

Racismo, preconceito e discriminação em geral
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá
Para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente, infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente
Esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão
Na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral

Racismo é burrice

Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O que que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil
Porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raíz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse: racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final
Faça uma lavagem cerebral

Racismo é burrice

Negro e nordestino constroem seu chão
Trabalhador da construção civil, conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento
Ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia
Graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que o preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral

Racismo é burrice

O racismo é burrice, mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não para pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse: racismo é burrice
Como eu já disse: racismo é burrice

Racismo é burrice

E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você

8.2.14

Conar contra os chatos



Comentário no Youtube: "Muito me estranha um Conselho de Autorregulamentação Publica, fazer e veicular uma propaganda que denigre, humilha e exculaxa a profissão do Palhaço."



Comentários no Youtube: "Anúncio feito por um machista, racista e que se acha o dono da verdade."
"isso, em vez de reconhecer que esses problemas realmente existem, faça piada com eles."

29.12.13

O asfalto brasileiro é mesmo uma porcaria?

É.

Utilizamos tecnologia de 50 anos atrás, não seguimos normas técnicas e não prevemos uma garantia de funcionamento.

Vamos pensar juntos: Você vai reformar o chão da sua casa, e você quer algo muito bom. Você explica para o pedreiro como quer cada pedacinho do seu novo chão e fecham o orçamento em R$ 1000,00. A obra é feita e o pedreiro lhe diz que o chão vai durar 8 anos sem problema. Mas, 3 meses depois, vários buracos e defeitos estão no seu chão e, pra reformar, o mesmo pedreiro lhe cobra R$ 700,00!

É bem assim que acontece na vida real, né? Você pagaria 70% do que já pagou de novo, três meses depois, por uma coisa que lhe disseram que duraria anos.

Como assim não é? Você acha que o pedreiro teria que fazer as reformas necessárias, já que a promessa de 8 anos não foi cumprida? Acho que um de vocês deveria estar cuidando da infraestrutura das estradas.
No primeiro semestre de 2013, o Tribunal de Contas da União resolveu fazer uma fiscalização mais rigorosa de 11 estradas completamente novas ou refeitas pelo país.

o que o TCU encontrou, para ficar em um exemplo extremo, foi a BR-316, no Maranhão. Em seu primeiro ano de vida nova, ela já apresentava problemas em 82% de sua extensão, “inclusive com trechos em que não há mais revestimento asfáltico”, dizia o relatório do tribunal.

Era uma rodovia que deveria durar 8 anos, segundo o contrato.

Trata-se de um episódio absurdo, mas poucos brasileiros se dirão consternados por ele. Muito provavelmente, porque estes mesmos brasileiros se lembram das últimas obras de recapeamento de vias em suas cidades, tão comemoradas por políticos locais.

Na maior parte dos casos, como disse um especialista ouvido por EXAME.com, elas não duram “duas chuvas”.

Diante deste cenário, em que as autoridades desejam que os cidadãos comemorem operações tapa buraco - por si só um atestado de trabalho mal-feito, seja no projeto, na construção ou na manutenção – é de se perguntar porque as estradas em países desenvolvidos não só parecem melhores, como duram mais.

Para tirar o assunto a limpo, EXAME.com conversou com dois professores universitários que lidam com pavimentação diariamente tanto em sala de aula quanto na prática, por meio de empresas de consultoria em engenharia.

As declarações não são nada surpreendentes, mas servem para constatar o óbvio: é hora de se exigir que novas rodovias sejam feitas com projetos técnicos realistas, que estes sejam integralmente seguidos pelas construtoras e posteriormente checados pelo governo na entrega. E que, daí, se siga a manutenção.

Hoje falhamos em todas essas etapas, e não por falta de capacidade. É certo: a conta sai muito mais salgada no "modus operandi" atual do que se houvesse seriedade em todo o processo.

Voltemos ao exemplo da BR-316: os 107 milhões que saíram dos cofres públicos para recapear a rodovia, um investimento que deveria durar no mínimo 8 anos, foram seguidos por uma nova licitação apenas três meses após a entrega. Era preciso, afinal, recuperar o que já havia sido recapeado. De graça? Não, ao custo de outros 72 milhões de reais.

Leia a matéria completa em Exame.com

23.11.13

Carequinhas contra o câncer infantil

"Os seus personagens favoritos estão carequinhas para lembrar que a criança com câncer tem que curtir a infância como qualquer criança. Divirta-se e compartilhe."

Ontem começou a campanha do Graac que deixou a internet, os quadrinhos a TV carecas. Confesso que meus olhos encheram d'água ao ler a edição dos Combo Rangers especial. Muitos outros nomes famosos como A turma da Mônica, O menino maluquinho, Sítio do Pica-pau amarelo e Galinha Pintadinha também estão participando.
Acesse, ajude, doe e faça com que crianças com câncer curtam a infância como qualquer criança.

11.11.13

Isso é Brasil

Lembra que o Rock surgiu como instrumento de protesto, revolução e juventude revoltada com as injustiças do mundo?
Lembra do Rap que fala da favela, do povo esquecido pela política, da criminalidade do morro e da polícia que prende gente de bem?



Como é que vocês querem ser feliz esse ano
Deixando a responsa com Feliciano
Humanos direitos vão ter o direito
de ter um monstro nos direitos humanos

Daqui apouco vão tacar mais lenha
Querer acabar 'com a lei Maria da Penha
Se pá ele vai pedir seu cartão
Mas vê se não vai esquecer de dar a senha

(...Vóz Feliciano pedindo senha do cartão...)

Mantenho minha fé em nós
Do que no seu Deus que está nas igrejas
Que só ama quem põe na bandeja
E manda pro inferno quem toma uma breja

Tá rolando dinheiro a vera
E tu quer saber onde que tão os seus
Na Assembléia dos Deputados
Ou se tá na Assembléia de Deus

Se tá lá na Universal
Se pá teve lá na Mundial
Ou se tá la na igreja da graça
A Igreja que é internacional

Apóstolo estuprando seu bolso
Cristão estuprando o gatilho
O pastor estuprando a fiel
E o padre estuprando seu filho

Mas se for olhar profundamente
os problemas com crente é peixe pequeno
O Brasil é o país da festa
e o que nos resta é ta no veneno

Brasileiro quer ser mais malandro
explorando os bolivianos
enquanto'isso o nosso Nióbio
sai daqui por debaixo dos panos

observe de perto, meu mano
olha lá nossos governadores
não investem na educação
pra não ter uma geração de pensadores

Pensadores tentaram avisar
mas você fingiu que não viu
Aqui a bunda vale mais que a mente
Infelizmente esse é o Brasil

O problema ta lá no nordeste
Tá aqui em São Paulo e também ta no Rio
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil

A bandeira são somente cores
Os nossos valores você não sentiu
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil

Autoridades não usam idéias
Só usam onomatopeia do "Shiu"
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil

MC Garden ta aqui te falando
tu tá escutando será que ouviu?
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil

Sistema de saúde precário
só de lembrar até passou mal
me incomodo menos com a doença
do que com a demora do hospital

Brasileiro achando legal
Ser tratado como animal
Mas como é que vamos reclamar
Se as vezes nós agimos como tal
Violência policial

é melhor nem tocar nesse assunto
daqui a pouco vão excluir esse vídeo
e se eu falar muito vão me excluir junto

Agora olha nossos os buzão
Que as 7 da manhã não cabe mais ninguém
E logo mais aumenta a condução
E vocês vão achar que está tudo bem

tão querendo acabar com os índios
que é a origem do nosso país
o dinheiro ta mandando em tudo
e deixando mudo quem quer ser feliz

a pressa ta matando cicliísta
e nas avenida mais um arregaço
o que dá a sorte de ter vivido
o piloto maldito joga fora o braço

Na rede social só piada
também alienando a massa
ou garota posando pelada
quer ta na playboy, mas fez isso de graça

Mc's esqueceram da paz
jovens como antes não se fazem mais
o casal acaba de ir pra adolescência
e na mó indecência eles já vão ser pais

onde é que estão os pais?
será que estão presos na sela?
ou será que tão presos na sala
em frente a uma TV assistindo novela?

pensadores tentaram avisar
mas você fingiu que não viu
aqui a bunda vale mais que a mente
infelizmente esse é o Brasil

o Problema ta lá no nordeste
Ta aqui em São Paulo e também ta no Rio
Isso é Brasil
Isso é Brasil
A bandeira são somente cores
os nossos valores você não sentiu
Isso é Brasil
Isso é Brasil
autoridades não usam idéias
só usam onomatopéia do Shiu
Isso é Brasil
Isso é Brasil

Caminhoneiro cansado na estrada
exploram da prostituição infantil
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil
o respeito do nosso país

Mandaram lá pra ponte que partiu
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil
Mc Garden ta aqui te falando
tu tá escutando será que ouviu?
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil

Essa é simplesmente o melhor funk que eu ouvi esse ano. Não tem Guime, não tem Catra, não tem Kondzilla, MC Garden fez o funk mais pesado de 2013.

19.10.13

Seu futuro é apenas o resultado das suas escolhas

Ótima tirinha do Will Tirando que encontrei no Tatudo na net
É praticamente uma resposta aos protetores dos bandidos que vimos desde o vídeo do ladrão da Hornet que foi baleado pelo policial.
Tenho a mesma opinião.

25.8.13

Aeromóvel, o fracasso

Como vimos anteriormente, o Aeromóvel tinha tudo pra dar certo.

Fortemente entusiasmado pelos resultados otimistas de performance do Sistema, o Governo Federal promoveu a participação do Brasil na Feira de Hannover (Alemanha) em 1980, ocasião em que 18.000 pessoas foram transportadas ao longo de nove dias, com total conforto e segurança, atendendo aos mais elevados padrões de qualidade impostos pelo exigente Comitê alemão.

No mesmo ano, o Ministério dos Transportes, decidiu pela construção de uma Linha Piloto na cidade de Porto Alegre. De acordo com os planos originais da cidade, a Linha deveria ter inicialmente cerca de um quilômetro de extensão, com duas estações, de forma que a tecnologia pudesse ser certificada e demonstrada em escala real, para posterior expansão. O objetivo final era aproveitar o investimento e torná-la uma linha comercial, sendo um anel de quatro quilômetros que revitalizaria o centro da capital, de maneira a retornar para a sociedade o investimento realizado.

Em outubro de 1981, o Ministro dos Transportes e o Governador do Estado assinaram um contrato para implementação da Linha Piloto de Porto Alegre. Um valor equivalente a US$ 2,7 milhões foi orçado para a construção de 1.025 metros de via elevada em concreto protendido, conectando duas estações com um veículo articulado com capacidade nominal para 300 passageiros.

Sucesso garantido! Transporte limpo, barato e altamente tecnológico. Mas aí você lembra que está no Brasil.

Em setembro de 1982, a construção da Linha Piloto do Aeromóvel foi iniciada, após aprovação unânime pelas autoridades municipais. No entanto, logo após o início das obras houve uma mudança nas lideranças do Ministério dos Transportes e a liberação de recursos para obra foi abruptamente suspensa. O resultado desta postura foi dramático, causando grande prejuízo para o projeto. A solução para não abandonar o que já tinha sido feito foi o encurtamento da linha para apenas 650 metros e a edificação de uma única estação, com o início dos primeiros testes em abril de 1983. O financiamento da obra tornou-se exclusivamente privado, bancado com recursos da própria COESTER.

Mesmo com uma construção apenas parcial da Linha originalmente prevista, a pressão popular e da mídia compeliu o Ministério dos Transportes a encomendar uma série de testes de performance no sistema, a serem promovidos pela UFRGS e pelo IPT de São Paulo (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O Parecer Final do Comitê, em 1985, confirmou a viabilidade da tecnologia e recomendou que a Linha Piloto fosse concluída, conforme originalmente projetada em 1981.

Em dezembro de 1986, o Ministério de Ciência e Tecnologia resolveu dar continuidade. Logo, um contrato foi assinado com objetivo de finalmente completar o primeiro quilômetro da Linha Piloto, aos moldes dos planejamentos iniciais. No entanto, a ausência de cláusula contratual de reajuste de valores para compensar a inflação, reduziu os recursos drasticamente em relação ao originalmente previsto, comprometendo as metas estabelecidas, permitindo apenas a extensão da linha e a construção parcial de uma segunda estação. Os recursos aportados foram totalmente reembolsados pela COESTER, tornando a Linha Piloto uma grande obra publica custeada por uma pequena empresa privada nacional, em domínio e de interesse públicos.

Uma verdadeira vergonha. Enquanto isso, fora do país eram feitas reportagens sobre a magnífica tecnologia.

Os japoneses na época ficaram impressionados com o Brasil, o país do futuro! (Não entendo japonês, mas é o que comentam sobre o vídeo)

O Japão, país das tecnologias revolucionárias, se rendia à tecnologia brasileira enquanto o próprio Brasil desdenhava uma magnífica tecnologia. Dizem que as empresas de ônibus tiveram tudo a ver com esses cortes de dinheiro. Afinal, se não há concorrência, o ganho de dinheiro é garantido.

Obviamente o Aeromóvel nunca foi a linha comercial que havia sido comentada, uma verdadeira tristeza.


Lá fora o Aeromóvel realmente era muito bem visto. A Indonésia apostou nisso, mas isso é assunto pra outro post.

11.8.13

Após 31 anos, é inaugurado primeiro aeromóvel do Brasil.

Com chuva e frio de 11°C, a presidente Dilma Rousseff inaugurou na manhã deste sábado (10), em Porto Alegre , o primeiro aeromóvel do país. Acompanhada do governador Tarso Genro, do ministro da Educação, Aloizio Mercadante , e do prefeito José Fortunati, Dilma deu início às operações do veículo produzido com tecnologia 100% nacional.

A presidente relembrou quando morava na capital gaúcha e o veículo, que havia sido projetado ainda na década de 1970, mas não operava, ficava parado no Centro da cidade. "Para mim tem um signifcado muito especial esta cerimônia. Para quem morou durante mais de 30 anos aqui, o aeromóvel sempre acendeu todas as esperanças que nós temos de ver um empreendimento não usual, não comum, mas revolucionário", disse Dilma. "É de fato silencioso, rápido e econômico. Tem todas as características da sustentabilidade", afirma.

(Fonte)

É amigos, fico muito feliz com esta notícia, lembro como desde pequeno me interessei pelo "trem" parado perto da Usina do Gasômetro que nunca era usado. Minha maios surpresa foi descobrir que era uma tecnologia nacional, gaúcha, barata, sustentável e que só foi aproveitada fora daqui, já que nossos políticos são piores que os da Indonésia. Por causa disso, vou fazer alguns posts contando a história desse maravilhoso meio de transporte que não é aproveitado pelo país que não investe em ferrovias.

17.7.13