Ctrl+C: Gizmodo Brasil.
6.2.13
A casa do século 21. Em 1967
Ctrl+C: Gizmodo Brasil.
24.11.12
O Efeito Forer
"Você tem uma necessidade de ser querido e admirado por outros, e mesmo assim você faz críticas a si mesmo. Você possui certas fraquezas de personalidade mas, no geral, consegue compensá-las. Você tem uma capacidade não utilizada que ainda não a tomou em seu favor. Disciplinado e com auto-controle, você tende a se preocupar e ser inseguro por dentro. Às vezes tem dúvidas se tomou a decisão certa ou se fez a coisa certa. Você prefere certas mudanças e variedade, e fica insatisfeito com restrições e limitações. Você tem orgulho por ser um pensador independente, e não aceita as opiniões dos outros sem uma comprovação satisfatória. Mas você descobriu que é melhor não ser tão franco ao falar de si para os outros. Você é extrovertido e sociável, mas há momentos em que você é introvertido e reservado. Por fim, algumas de suas aspirações tendem a fugir da realidade."Se parece com você?
Em 1948 o psicólogo Bertram R. Forer deu a cada um de seus alunos um teste de personalidade. Depois, ele disse que cada aluno receberia uma análise única e individual baseada nos resultados dos testes, e que eles deveriam avaliar a precisão da análise em uma escala de 0 (muito ruim) a 5 (muito boa).
Que nota você daria ao texto acima? Pois foi ele que todos os alunos de Forer receberam. Ele simplesmente ignorou as respostas dos seus alunos.
Em média as avaliações receberam nota 4,26, mas somente depois de receber essas notas Forer revelou que cada aluno tinha recebido o mesmo texto, montado com frases de diversos horóscopos[2]. Como pode ser observado no texto, algumas frases se aplicam igualmente a qualquer pessoa.
O efeito Forer é a observação de que as pessoas julgam estar mais corretas as avaliações de suas personalidades que, supostamente, são feitas exclusivamente para elas mas que na verdade são vagas e genéricas o bastante para se aplicarem a uma grande quantidade de pessoas.
Um fenômeno mais genérico e relacionado ao efeito Forer é o da validação subjetiva. A validação subjetiva ocorre quando dois eventos aleatórios ou sem ligação parecem estar conectados porque as crenças, expectativas ou hipóteses exigem tal ligação. Por isso, as pessoas buscam uma conexão entre sua percepção da personalidade e o texto de um horóscopo.
Estudos posteriores indicam que as pessoas darão notas maiores se qualquer das seguintes for verdadeira:
- A pessoa acredita que a análise é individual e personalizada
- A pessoa acredita na autoridade de quem a está avaliando
- O avaliador dá ênfase aos traços positivos da personalidade
10.11.12
Humanos graças à cozinha
"Um novo trabalho de nosso laboratório, publicado na PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences") em outubro e que ganhou os jornais do mundo, ofereceu pela primeira vez resposta às duas questões: a energia fornecida pela dieta limita o tamanho de corpo e de cérebro que os primatas conseguem sustentar -e estamos aqui porque conseguimos burlar essa limitação", afirma Suzana Herculano-Houzel, neurocientista, professora da UFRJ, autora de "Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor" (ed. Sextante), em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 06-11-2012.
Eis o artigo.
O Homo sapiens não seria energeticamente viável se seguisse uma dieta crua como a dos outros primatas.
O que nos torna humanos, seres com capacidade cognitiva superior à dos outros animais? "Nosso enorme número de neurônios" é a resposta que damos em meu laboratório.
Mesmo com um cérebro menor do que o de elefantes e baleias, somos provavelmente os seres com o maior número de neurônios no cérebro, cerca de 86 bilhões.
Como conseguimos tantos neurônios em um cérebro só? Por que um gorila chega a ser três vezes maior do que nós, mas tem o cérebro três vezes menor do que o nosso, com três vezes menos neurônios?
Um novo trabalho de nosso laboratório, publicado na PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences") em outubro e que ganhou os jornais do mundo, ofereceu pela primeira vez resposta às duas questões: a energia fornecida pela dieta limita o tamanho de corpo e de cérebro que os primatas conseguem sustentar -e estamos aqui porque conseguimos burlar essa limitação.
Com sua dieta crua, manter o corpo e o cérebro que têm já custa aos gorilas quase oito horas diárias de alimentação; quando a estação não ajuda, eles perdem peso.
Fazendo as contas, mostramos que, para um gorila, sustentar além do corpo enorme um cérebro maior ainda não seria energeticamente viável.
Pelas mesmas contas, dado nosso cérebro com três vezes mais neurônios que o dos gorilas... também não deveríamos estar aqui. Com a mesma dieta dos outros primatas, o Homo sapiens não é energeticamente viável: deveríamos passar mais de nove horas por dia comendo para conseguir sustentar o corpo e o cérebro que temos.
Mas estamos aqui e não precisamos passar nove horas por dia comendo. Por quê? Fazemos coro com o primatólogo Richard Wrangham: o que possibilitou o aparecimento de nossa espécie, com seu cérebro cheio de neurônios, foi uma invenção sensacional de algum antepassado nosso, possivelmente Homo erectus: a cozinha.
Cozinhar é uma forma de pré-digestão que não só mais que dobra o rendimento energético dos alimentos como reduz drasticamente o tempo necessário para ingeri-los.
Quando fica fácil conseguir em pouco tempo todas as calorias necessárias para passar o dia, ter um cérebro grande deixa de ser um risco e passa a ser uma vantagem -e propomos que foi essa mudança que impulsionou o aumento enorme e rápido do tamanho do cérebro de nossos antepassados.
Excelente. O problema, contudo, é que nossas invenções seguintes, como a agricultura, a geladeira e o supermercado, tornaram fácil demais... comer demais.
Ctrl+C: Instituto Humanitas Unisinos
21.10.12
3.1.12
“Obrigado por apontar o meu erro”
A aritmética é uma das representações mais puras de uma realidade objetiva. Na distopia de George Orwell, 1984, o protagonista finalmente sucumbe à loucura do regime opressor quando passa a aceitar que “2+2=5”. A partir daí, sua sanidade já não é mais nem uma memória distante – é um conceito completamente abandonado. Sem aritmética, absolutamente tudo é possível e onde absolutamente tudo é possível nada deve ser real.
Pois que o anúncio do professor de matemática, Ed Nelson, de que a aritmética é inconsistente seria uma das maiores revoluções na história da ciência. Como brinca Steven Landsburg, “seria uma notícia muito mais impressionante que neutrinos mais rápidos que a luz, que o Sul ganhou a Guerra Civil Americana ou que toda a vida na terra foi projetada por um ser inteligente”. Seria muito mais impressionante que o que alguns chamam de Deus.
Professor da Universidade de Princeton, Nelson é um ultrafinitista que vem há muitos anos questionando a consistência dos axiomas de Peano, que formalizam aquilo que chamamos de aritmética. Se tais axiomas forem de fato inconsistentes, realmente existiria algo contraditório como “2+2=5” que não seria fruto de uma mente insana, mas da matemática em si mesma.
Foi no dia 26 de setembro de 2011 que o professor Nelson divulgou o que seria a prova desta inconsistência, em duas versões, prometendo uma outra mais extensa a ser publicada com mais detalhes. Seria o marco de sua carreira e sua entrada para a História.
Em alguns dias blogs científicos especializados em matemática borbulharam de discussão sobre a prova, e em n-Category Cafe Terence Tao, ganhador da medalha Fields, expôs uma falha na prova. Nelson não concordou com a contestação, publicando uma réplica nos comentários, mas ao mesmo tempo Daniel Tausk, professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP também discutiu a falha de forma privada com Nelson.
Em 1 de outubro, menos de uma semana depois de seu anúncio, o professor Ed Nelson publicou o comentário em resposta a Tao:
“Você está certo mesmo, e minha réplica original estava errada.
Obrigado por apontar o meu erro.
Eu retiro o meu anúncio [de ter encontrado uma prova de que os axioma de Peano são inconsistentes]”.
Pense bem nisto. A beleza ética e a estatura moral que fazem um professor respeitado reconhecer em alguns dias que o trabalho em que investiu anos estava simplesmente errado, e a agradecer àqueles que apontaram seu erro, é o lado humano e moral da filosofia de Popper de que só sabemos que algo é científico quando pode ser provado falso.
Se a aritmética representa a pureza de uma realidade objetiva, poucas palavras podem representar tão bem a busca sincera por se aproximar desta realidade quanto “obrigado por apontar o meu erro”.
No caso aqui, especialmente belo porque o erro era justamente sobre a inconsistência da aritmética. Na frieza da objetividade está o lugar comum que fundamenta o que de melhor podemos fazer com tudo aquilo que nos é subjetivo. [via Albener Pessoa, thx!]
Ctrl+C: 100nexos
14.4.11
De olhos bem abertos
“Lá na ala da Psicologia da Universidade de Newcastle tem um cantinho do café. Aquela formação clássica: uma garrafa térmica de café, outra de leite, outra de chá. E uma tabelinha com os preços. E também uma caixinha para deixar o pagamento. É assim que funciona o cafezinho por lá, há muitos anos.”
Tudo na base da confiança.
Daí fizeram o seguinte teste: durante 10 semanas colocaram diferentes quadros na parede do café. Em uma semana, colocavam um quadro com flores. Na semana seguinte, colocavam uma foto de close de olhos humanos.
Quando compararam o valor arrecadado nas semanas “quadro com flores” com o valor das semanas “olhos humanos”, quais foram os resultados? A quantidade de dinheiro deixada na caixinha era até 3 vezes maior nas semanas em que havia alguém olhando (mesmo que esse alguém fosse apenas um par de olhos em uma fotografia).
Via Update or Die.
Associações rápidas:
Ctrl+C: Arquitetura de Informação.
6.4.11
Por que a outra fila parece mais rápida?
Baseado (sob a licença da Creative Commons) no vídeo de Bill Hammack (Engineer Guy) - "Why the other line is likely to move faster" - http://www.youtube.com/watch?v=F5Ri_HhziI0
Bill Hammack - http://www.engineerguy.com/
Department of Chemical & Biomolecular Engineering - http://chbe.illinois.edu/
iFoundry - http://ifoundry.illinois.edu/
Outras fontes:
http://possiblywrong.wordpress.com/2010/12/26/why-multiple-checkout-lines-are...
http://www.nytimes.com/2007/06/23/business/23checkout.html
http://blog.mrmeyer.com/?p=4646
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agner_Krarup_Erlang
Baita video. O cara é muito bom. Sigam.
31.5.10
Lua de Júpiter pode abrigar extraterrestres
O oceano da mais famosa Lua de Júpiter, Europa, pode abrigar vida, de acordo com novas descobertas. Lá pode ter uma quantidade enorme de oxigênio que conseguiria sustentar toneladas de peixes.
Mas calma. Ninguém está sugerindo que você possa preparar um prato exótico com um peixe importado do satélite. Os cientistas acham mais provável que encontremos um tipo de vida similar aos da Terra, mas nada tão empolgante quanto um peixe alien: micróbios.
Europa tem, aproximadamente, o tamanho da Terra, e possui um oceano com profundidade de 160 quilômetros, encoberto por uma crosta de gelo.
Pelo que sabemos que acontece aqui na Terra, onde há água e oxigênio há vida – então há uma chance bem plausível de que encontremos extraterrestres no satélite de Júpiter. E os efeitos que o planeta tem sobre Europa podem aumentar a probabilidade disso.
A radiação que Júpiter passa para Europa reage com o gelo da lua e libera oxigênio, que pode sustentar as formas de vida. A reatividade do oxigênio foi, de acordo com os cientistas, o que ajudou nosso planeta a desenvolver formas de vida multiceluares. [MSNBC]
Crtl+C: HypeScience.
3.12.09
Penso, logo desisto - 5
No que deve ser o mais intrigante dos experimentos, em meados dos anos 1980 o pesquisador Benjamin Libet pediu que as pessoas fizessem algo como dobrar o pulso. Nada especial, ele também espalhou uma série de sensores para detectar a atividade cerebral bem como detectar quando o pulso foi dobrado.
Tentando descobrir mais a respeito de como o cérebro toma uma decisão – como mexer o pulso – ele também pediu que os sujeitos olhassem para um ponto girando rapidamente como um relógio. Quando eles sentissem a vontade, a decisão de apertar o botão, deveriam relatar aonde o ponto estava no relógio. Assim Libet teria uma idéia do momento em que a decisão foi tomada no cérebro.
Imagem de "Free Will and Free Won’t"
Como esperado, a tomada de decisão ocorreu em torno de 200 milisegundos antes do movimento ser realizado de fato. Leva algum tempo para que ela chegue até nossos músculos. Porém, o resultado realmente intrigante esteve associado à atividade cerebral e algo chamado “potencial pré-motor”.
Já há algumas décadas se sabia que a ação voluntária como mexer um dedo é precedida por um padrão de onda cerebral característico, batizado de “potencial pré-motor”. Antes de realizar um movimento voluntário como mexer o pulso, seu cérebro produz esse padrão.
O que Libet descobriu foi que o potencial pré-motor antecede a decisão consciente relatada em até 350 milisegundos. Isto é, quase meio segundo antes de você “sentir” a vontade de apertar um botão, seu cérebro já esteve maquinando a idéia, produzindo um padrão que já indicava que você iria tomar essa decisão.
Neste caso, seu livre arbítrio, a sensação de decidir
mexer o pulso, naquele exato momento, seria apenas uma ilusão. Levaria mais tempo para essa atividade inconsciente chegar até a sua consciência como uma decisão “sua” do que a decisão leva para ser executada de fato pelos seus músculos. Sua consciência
seria algo como um marionete de processos cerebrais inconscientes.
As interpretações e conseqüências deste experimento ainda não foram completamente exploradas nem mesmo pela ciência. O próprio Libet evitou especular muito a respeito. A experiência é perturbadora mesmo sem abordar questões de determinismo, tantalizantes por si só.
A PÍLULA VERMELHA
Como a
psicóloga inglesa Susan Blackmore define em
um de seus trabalhos, “uma ilusão não é algo que não existe, como um fantasma ou o flogisto. Ao invés, é algo que não é o que parece ser, como uma ilusão ótica ou uma miragem. Quando digo que a consciência é uma ilusão, não quero dizer que a consciência não existe. Quero dizer que a consciência não é o que parece ser”.
Suponha que o livre arbítrio seja realmente uma ilusão, que suas decisões são em verdade fruto de diversas atividades cerebrais inconscientes que só depois, retrospectivamente, são entendidas e rotuladas como sua, como o consciente, como
você.
Já vimos como somos bons em justificar decisões que não são nossas, no caso da troca de fotografias. Também vimos como mesmo memórias que não vivemos podem ser implantadas em nosso cérebro, no caso do Pernalonga na Disney.
Também descobrimos que não vemos tudo o que achamos que vemos, com a “cegueira de atenção”, e mesmo como o cérebro preenche vazios, como o ponto cego de nossa retina.
Nas colunas anteriores, também vimos como o som que escutamos pode ser alterado pela imagem que observamos, ou como podemos enxergar cores que não existem.
Este é o deserto concreto da realidade: nossa percepção até de nós mesmos é em grande parte uma ilusão. Não quer dizer que não existamos, ou mesmo que não tenhamos consciência ou livre-arbítrio. Mas a ciência seguramente evidencia que eles não são o que aparentam.
O que muitos devem se perguntar então é: se coisas tão básicas são ilusões, como conseguimos sobreviver na realidade? A resposta é que são justamente estas ilusões que nos permitem sobreviver no mundo, apesar das severas limitações de nossa biologia. Lembre-se de que nosso cérebro não armazena nem percebe tudo que vemos, mas ele funciona quase tão bem como se o fizesse.
Se víssemos o mundo invertido ou com um ponto cego como ele aparece em nossas retinas, se tivéssemos consciência constante de que nossas memórias são muito pouco confiáveis e de que podemos racionalizar decisões alheias como se fossem
nossas, provavelmente morreríamos em algumas horas na savana selvagem.
Mas se todas estas ilusões nos ajudaram a sobreviver, isso não significa que devamos nos confortar em simplesmente vivê-las. Assim como a “Matrix” pode sustentar pessoas em casulos fornecendo um mundo virtual enquanto drena suas energias, viver feliz na ignorância sem questionar ou querer saber mais sobre as ilusões que vivemos pode nos tornar tão inúteis quanto uma pilha Duracell descarregada.
Se você tomou a pílula vermelha, deve questionar o que percebe, o que ouve, assiste, o que lê. Mesmo o que pensa, ou o que acha que pensa. É o pensamento crítico, o questionamento racional, e é a ferramenta libertadora que está no cerne do que é a verdadeira Ciência. A verdadeira pílula vermelha que vem desvendando depois de milênios os mistérios da maior da ilusões: sua própria mente.
Concluindo os posts anteriores, excelente texto de Kentaro Mori, divulgado no Dúvida Razoável, do Sedentário & Hiperativo.
Por um Mundo + AWAY! 2000inove!
2.12.09
Penso, logo desisto - 4
CONFABULAÇÃO
Era uma vez, em um reino distante, onde cientistas mostraram a voluntários alguns pares de fotografias de rostos de mulheres. “Qual lhes parece mais atraente?”, os cientistas perguntavam. Quando o voluntário revelava sua escolha, os cientistas pediam que ele descrevesse as razões para explicar sua escolha. “Essa é radiante!”. “Eu gosto de brincos!”, os voluntários explicavam.
Mas o que os voluntários não sabiam é que os cientistas eram muito serelepes, e algumas vezes usavam um truque para trocar as fotos. Detalhe importante: depois que a escolha já havia sido feita. Desta forma, pediam para que o voluntário explicasse por que
havia escolhido como mais atraente o rosto que, em verdade, não havia escolhido como o mais belo.
Curiosamente, apenas uma em cada cinco vezes a troca foi percebida. Como demonstramos há pouco, com o truque de cartas, esta seria a “cegueira da atenção”. Mas é aqui que a história fica ainda mais interessante, porque além de não perceber a troca,
parte dos voluntários foram capazes de descrever em detalhe por que haviam escolhido como mais atraente o rosto que em verdade não haviam escolhido!
Não apenas isso. As justificativas que os voluntários deram eram incrivelmente similares às justificativas dadas para os rostos que de fato haviam escolhido. Eles estavam em verdade confabulando, isto é, inventando e justificando uma escolha que não era sua. E o faziam muito bem.
Esta não é uma história da carochinha, claro. É mais um
experimento psicológico, desta vez realizado há um par de anos por pesquisadores suecos e americanos. Seus resultados podem parecer inacreditáveis, mas não mais do que o último experimento em nossa coluna desta semana.
Continuando o post anterior, excelente texto de Kentaro Mori, divulgado no Dúvida Razoável, do Sedentário & Hiperativo.
Por um Mundo + AWAY! 2000inove!
1.12.09
Penso, logo desisto - 3
PERNALONGA
Em
mais um experimento, a psicóloga americana Elizabeth Loftus mostrou a vários sujeitos propagandas da Disneyworld, incluindo uma inocente apresentação do personagem Pernalonga cumprimentando algumas crianças no parque. Pouco tempo depois, a psicóloga fez uma pergunta sugestiva a eles. Será que eles se lembrariam, quando haviam ido à Disney, de ter encontrado o Pernalonga e “abraçado seu corpo felpudo e mexido em suas orelhas macias”?
Até um terço dos sujeitos disseram se lembrar de ter feito isso. Mas eles nunca o fizeram, porque você vê, o Pernalonga é um personagem da Warner que nunca esteve na Disneyworld — Warner e Disney são concorrentes, é o motivo pelo qual você nunca viu Mickey e Pernalonga no mesmo desenho. Até onde sabemos, ninguém jamais abraçou o coelho da Warner na Disney. A
propaganda mostrando a cena era uma montagem.
O que Loftus fez foi implantar uma falsa memória. Ela também o fez sugerindo a pessoas que haviam se perdido em um shopping quando crianças: a memória do acontecimento fictício passou a fazer parte das lembranças dos sujeitos, como
qualquer outra.
Lembra-se do “Vingador do Futuro”? Implantar falsas memórias na mente das pessoas não requer equipamentos da Rekal Inc., basta algumas sugestões certas.
Isto é especialmente verdade com a hipnose e pessoas sugestionáveis, mas o
surgimento de falsas memórias ocorre em maior ou menor grau em todos. Longe de ser um enorme arquivo de registros, nossa memória é maleável e facilmente manipulável.
Hora para uma fábula.
Continuando o post anterior, excelente texto de Kentaro Mori, divulgado no Dúvida Razoável, do Sedentário & Hiperativo.
Por um Mundo + AWAY! 2000inove!
30.11.09
Penso, logo desisto - 2
Tampouco é para o cérebro e sua memória visual. No ano passado, pesquisadores de Universidade de Pensilvânia estimaram que
a retina humana pode transmitir informação a uma velocidade quase igual à de redes de computador Ethernet, a 10Mb/s. Grosso modo, seriam 36Gb/hora,
aproximadamente 576Gb ao dia, e mais de 200 Terabytes ao ano. Um senhor de oitenta anos teria quase 17 PETAbytes transmitidos por sua retina. Isso é mais do que toda a capacidade de armazenamento do Google e seus mais de 450.000
servidores. Estaria tudo isso sendo armazenado em uma pequena parte do cérebro daquele velhinho sentado na esquina?
Experimentos científicos sugerem que não. Mesmo todas as informações captadas por nossa retina – fora do pequeno ponto cego – não são realmente capturadas por nossa memória e atenção.
Experiências de “cegueira de atenção” mostram que somos incapazes de perceber grandes mudanças em imagens. Não acredita? Confira este truque de baralho com cores que mudam.
Estas demonstrações não são apenas curiosidades evidenciando nossa desatenção. Eles questionam fundamentalmente nosso senso comum sobre a consciência e percepção como um fluxo contínuo e rico de estímulos. Ao invés, nosso cérebro constantemente filtra a sobrecarga gigantesca de informações que recebemos, principalmente de nossos olhos, e gera uma ilusão de consciência contínua sobre tudo que ocorre à nossa volta. Em realidade nossa percepção é estreita e fragmentada. E não é só.
Continuando o post anterior, excelente texto de Kentaro Mori, divulgado no Dúvida Razoável, do Sedentário & Hiperativo.
Por um Mundo + AWAY! 2000inove!
29.11.09
Penso, logo desisto - 1
A maior das ilusões não é a Matrix, um mundo de experiências virtuais que só acontecem em sua mente. Não, a maior ilusão é a sua própria mente, em particular a sua consciência e algo chamado livre-arbítrio. Esta ilusão o acompanha por toda sua vida, mesmo neste exato momento, ao ler estas linhas.
Depois de conhecê-la, não há mais volta. Você toma a pílula vermelha ao descobrir que a ciência vem desvendando esta ilusão há vários anos, mas a “Matrix” parece não querer que você conheça a verdade. E ela está ao alcance de qualquer um.
PONTO CEGO
Não nos lembramos de tudo que vemos. O que nem todos percebemos é que não vemos tudo que pensamos ver. A evidência mais simples disto é o ponto cego de nossos olhos, uma região da retina por onde o nervo ótico passa e que está assim desprovida de fotorreceptores. Esse pequeno ponto não capta imagens.
Se você nunca experimentou o ponto cego de seu próprio olho, feche o olho direito e fixe o olho esquerdo no círculo vermelho abaixo. Agora, aproxime-se lentamente do monitor, sem deixar de fixar o círculo vermelho.
Quando estiver a em torno de um palmo de distância, a estrela azul deve sumir — é porque a imagem dela passou sobre o ponto cego. Se continuar se aproximando ou se afastar novamente, a estrela surge outra vez. O mesmo ocorre com a bola vermelha, se você fizer isso fechando o olho esquerdo e olhar para a estrela azul.
Perceba que quando o círculo ou a estrela somem, você não vê um ponto escuro em seu lugar. Ao invés, a área é substituída pelo branco à sua volta. Tente fazer a experiência com a imagem em negativo: quando a estrela ou o círculo sumirem, agora serão substituídos pelo negro ao redor.
Não porque seu ponto cego não capta luz, mas porque é esta a cor circundante.
Se o fundo fosse rosa-choque ou bordô, você veria a figura substituída por tais cores da mesma forma.
Isto ocorre pela mesma razão pela qual você geralmente não percebe seu próprio ponto cego: o cérebro continuamente preenche o buraco com informações ao redor e do outro olho. Você pensa que enxerga tudo em seu campo de visão, mas nem mesmo na própria retina isto é verdade.
Por um Mundo + AWAY! 2000inove!
14.11.09
O que acontecerá em 2012?
Durante quase todos os períodos históricos, a humanidade sempre está diante de um suposto “Fim dos Tempos”, “Apocalipse”, “Armageddon”, “Ragnarok”, “Bug do Milênio” ou coisa que o valha. Desde que João escreveu seu tratado sobre a Kabbalah (cada um dos 22 capítulos do Livro das revelações fala sobre um dos aspectos de cada Caminho da Árvore da Kabbalah), os religiosos aproveitam a onda do “fim do mundo” para faturar uns trocados nos dízimos e proteções da vida.
Por volta da década de 80, chegou a vez do movimento dos picaretas New Age faturarem uns trocados com a idéia do fim do mundo.
Afinal de contas, o que acontecerá dia 21 do 12 de 2012?
O livro do Apocalipse (chamado também Apocalipse de São João, pelos católicos e ortodoxos, e Apocalipse de João, pelos protestantes, ou ainda Revelação a João) é um livro da Bíblia —o último da seleção “oficial” da galera de Constantino.
A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις (termo primeiramente usado por F. Lücke em 1832) e significa, em grego, “Revelação”. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações. Ou seja, NADA de “Fim do Mundo”.
Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título “Apocalipse” e não “Revelação”, até o significado da palavra ficou todo deturpado, sendo às vezes usado como sinônimo (errôneo) de “fim do mundo”.
Para os cristãos, o livro possui a pré-visão dos últimos acontecimentos antes, durante e após o retorno do Messias de Deus. Alguns Protestantes e Católicos entendem que os acontecimentos previstos no livro já teriam começado. Outros acham que tudo acontecerá ao pé da letra, com direito a dragões de sete cabeças voando pelas cidades turísticas do globo e cristitas sendo abduzidos no meio da rua (“Arrebatamento”).
A literatura apocalíptica tem uma importância considerável na história da tradição judaico-cristã-islâmica, ao veicular crenças como a ressurreição dos mortos, o dia do Juízo Final, o céu, o inferno e outras que são ali referidas de forma mais ou menos explícita. Algumas pessoas defendem que o fato de várias civilizações no mundo terem apresentado narrações apocalípticas sugere que estas têm uma origem comum e ancestral (supostamente revelada ao homem por um ser dotado de inteligência superior, entre outras teorias) que foi sendo deturpada pela transmissão oral. Esta visão assume, por vezes, um carácter ecológico, ao propor que a mensagem do apocalipse se refere à capacidade que o homem civilizado tem para destruir o mundo.
Estão certos em parte. O caráter do texto realmente é Simbólico, mas apenas trata da evolução do Homem em relação ao próprio Interior do Homem. São passagens alquímicas que simbolizam os estágios de aperfeiçoamento do ser humano dentro das sete virtudes, culminando com a derrota de seus próprios demônios internos.
Mas e 2012?
Agora as expectativas se voltam para 2012. Sim, eis o próximo fim-do-mundo! Por quê 2012? Por que foi escolhido pelos místicos americanos, oras! Desta vez é o famoso movimento New Age (ou como diria o Cartman, dos “Hippies fedidos”) que profetiza o final dos tempos. Eles se baseiam agora no calendário de Contagem Longa dos maias. Ou melhor, se baseiam num suposto fim do calendário maia.
Os Calendários Maias
Os maias, a bem da verdade, usavam três calendários diferentes e inter-relacionados, todos organizados como hierarquias de ciclos de dias, com várias durações. A Contagem Longa era o principal calendário para fins históricos. O Haab era o calendário civil, e o Tzolkin, o religioso. Todos os calendários maias são baseados apenas na contagem serial de dias, ou seja, não são calendários sincronizados ao Sol ou à Lua, como o nosso calendário. Apesar disso, tanto a Longa Contagem quanto o Haab contém ciclos de 360 e 365, respectivamente, valores muito próximos do número de dias do ano solar. Por basear-se apenas na contagem dos dias, a Longa Contagem é muito parecida com o sistema de dias julianos e outras representações modernas de datas e tempo. Também é interessante notar que tal calendário conta a partir do zero. Ou seja, mesmo antes dos hindus, os maias foram o primeiro povo a usar o zero.
Vamos organizar uma tabela com os ciclos do calendário Maia:
Kin – Equivale a 1 dia
Uinal – Equivale a 20 Kins (20 dias)
Tun – Equivale a 18 Uinal (360 dias / 1 ano aprox.)
Katun – Equivale a 20 Tun (7.200 dias / 19,7 anos)
Baktun – Equivale a 20 Katun (144.000 dias / 394,3 anos)
Pictun – Equivale a 20 Baktun (2.880.000 dias / 7.885 anos)
Calabtun – Equivale a 20 Pictun (57.600.000 dias / 157.704 anos)
Kinchiltun – Equivale a 20 Calabtun (1.152.000.000 dias / 3.154.071)
Alautun – Equivale a 20 Kinchiltun (23.040.000.000 dias / 63.081.429 anos)
A Longa Contagem é organizada de acordo com a hierarquia de ciclos mostrados acima. Cada ciclo é composto de 20 unidades do ciclo anterior, com exceção do tun, que é composto de 18 uinal de 20 dias cada. Isso resulta num tun de 360 dias, o que é uma boa aproximação com o ano solar, tendo em vista que outros povos antigos, como os romanos, usavam um calendário exclusivamente baseado no ciclo solar, com 360 dias.
Os Maias acreditavam que, ao fim de cada ciclo Pictun, equivalente a 7.885 anos, o universo seria destruído e recriado. Esta é a verdadeira profecia maia. Infelizmente (ou felizmente), este ciclo só acabará em 12 de outubro de 4772.
Por outro lado, 2012 vai ser MESMO um ano de mudança no calendário maia e é nisso que se baseiam as presentes previsões reptilianas. Para os adeptos da teoria dos “maias engenheiros dimensionais do tempo” de plantão, o fim do mundo chegará em 21 de dezembro de 2012. Mas se convertermos esta data para o calendário maia de Longa Contagem, obteremos o seguinte resultado: 13.0.0.0.0. Isso significa que esse será apenas o início do 13º ciclo Baktun. Seria o equivalente ao início do século 13 para os maias, enquanto nós já estamos, de acordo com nossa contagem, no século 21 (o 12º ciclo Baktun começou em 18 de Setembro de 1618). Isso tudo acontece apenas por que são meios diferentes de contar o tempo, que além disso começaram a ser contados em épocas distintas.
Então, da mesma maneira que o mundo não acaba em 31 de Dezembro, o mundo não acabará dia 21/12/2012. Simples assim…
Mas, então, por quê 21 de dezembro de 2012 foi escolhido pelos místicos, esquisotéricos e charlatões? A resposta é simples e óbvia; uma soma de dois fatores:
1) superstição. Como vimos, essa data corresponde a 13.0.0.0.0. O que está acontecendo com o pessoal da New Age é o velho medo do número 13. Só isso.
2) O povo picareta quer ganhar dinheiro. Ninguém ficaria assustado e compraria os livros best-sellers se o “fim do mundo” fosse em 4772… está muito distante…
Ctrl+C: Teoria da Conspiração.
Por um mundo + AWAY! 2000inove!
9.11.09
Umbrella e Avon
É velho, mas hoje me falaram e lembrei que tinha pensado isso naprimeira vez que vi o comercial.
A Avon lançou em Setambro um creme facial chamado Derma-full que, como qualquer outro creme, promete rejuvenescer sua pele, te deixar mais nova, essas coisas. Até aí tudo bem, mas a embalagem do produto é uma réplica quase idêntica do pote do T-Virus do Resident Evil. Sabe, aquele que deveria também rejuvenescer sua pele, mas que acaba te transformando em um zumbi sedento por cérebros?

Alguém dentro do departamento de marketing e desenvolvimento de produtos da Avon realmente gosta de videogames e está fazendo uma brincadeira conosco ou estamos perto da primeira grande guerra contra zumbis no mundo. Eu acredito nessas duas opções, pois isso não pode ser coincidência.
Outra coisa impressionante e divertida é a semelhança entre os vídeos, logo abaixo:
E quem me garante que a Avon não estuda armas biológicas?
Fonte: FayerWayer
Por um mundo + AWAY! 2000inove!
30.8.09
Gripe Suína
Todo Material escrito abaixo, foi retirado do Vídeo Documentário acima. Portanto, não são palavras minhas, nem as minhas opiniões. Tirem suas próprias conclusão após tomarem conhecimento do documentário. Resolvi escrever, pois nem todo mundo tem uma boa conexão para assistir o vídeo.
Documentário de Julián Alterini (segundo consta no vídeo)
Operação Pandemia
Vírus Influenza A H1N1, um vírus de moda, a matéria principal dos jornais, manchete em todo os jornais.
POR QUE? O que se esconde por trás da Pandemia da Gripe Suína? Qual informação não mostram os meios de comunicação? Por que tanta notícia?
“O mercado de indústria farmacêutica é o seu corpo, mas apenas quando doente”.
Alguns dados sobre a gripe A H5N1 ou GRIPE AVIÁRIA
09/2005 - Em Genebra, na Suíça, a Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que o número de pessoas que poderiam morrer com uma eventual epidemia de GRIPE AVIÁRIA e Humana poderia chegar aos 7.4 milhões.
11/2005 - Bush, então presidente dos EUA, visita a sede do Instituto Nacional de Saúde em Maryland comentando que a GRIPE AVIÁRIA nos EUA poderia matar 2 milhões de pessoas.
06/2006 – Noticiado que a OMS, considera muito provável que ocorreu o primeiro caso de transmissão humana, em Sumatra, onde 8 pessoas foram infectadas, mas nenhuma morreu.
07/2006 – Primeiro caso confirmado de GRIPE AVIÁRIA em uma ave na Espanha.
07/2009 – Já nada se fala sobre a GRIPE AVIÁRIA.
Sabe que medida adotou o governo dos EUA no dia 2 de novembro de 2005 quando afirmaram que no país haveriam 2 milhões de mortes por causa da GRIPE AVIÁRIA? Nesse dia, Bush aprovou uma previsão orçamentária de 7,1 bilhões de dólares para planos de prevenção e aquisição de medicamentos, dos quais 1,2 bilhões de dólares estavam destinados a elaborar e adquirir 20 milhões de doses de vacinas contra a gripe H5N1. Qualquer pessoa diria que até agora teríamos tão somente um honorável presidente preocupado com a saúde de seu povo, nada incomum. Nada errado. Nada errado?
1996 – A companhia bio farmacêutica norte americana GILEAD SCIENCES patenteia o TAMIFLU como medicamento contra vários tipos de gripe.
1997 – DONALD RUMSFELD, membro da direção da GILEAD SCIENCES desde 1968, é nomeado presidente da companhia. Neste mesmo ano, a companhia chegou a um acordo com o laboratório multinacional suíço ROCHE para fabricar e distribuir o TAMIFLU até o ano de 2016 em troca de uma comissão de 10% da renda total.
DONALD RUMFIEL presidiu a direção da GILEAD SCIENCES até 2001. Adivinhe o motivo da saída? Foi nomeado Secretário de defesa no 1º governo de George W. Bush. É o mesmo honorável presidente preocupado com a saúde de seu povo que em 2005 aprovou um orçamento no qual 1,2 bilhões de dólares estava destinados a ex-companhia de RUMSFIELD para fabricar 20 milhões de doses de TAMIFLU, com o fim de evitar as supostas 2 milhões de mortes nos EUA por causa da GRIPE AVIÁRIA.
Sabe quantas mortes houve nos EUA por causa da GRIPE AVIÁRIA segundo a OMS? 2 milhões? Não! ZERO casos.
Segundo a OMS, sabe quantas vítimas fatais houve devido a GRIPE AVIÁRIA entre os anos de 2003 e 2009? 7,4 milhões? Não! 272 mortes. O que estabelece uma média de 39 mortes por ano. Parece muito, mas...
... Sabia que a gripe comum mata 500 mil pessoas por ano no mundo? Segundo o Conselho Nacional de Segurança (EUA) uma pessoa teria mais chances de morrer eletrocutada por um raio que pela Gripe Aviária. (tem os cálculos no vídeo para chegar a essa afirmação). Mas não importa, hoje já não se fala mais da gripe A H5N1.
Hoje todas as sociedades estão padecendo do impacto paranóico e abusivo da nova epidemia da moda: A GRIPE SUÍNA.
Segundo a OMS até o dia 30 de julho de 2009, a gripe A H1N1 causou 282 mortes em todo mundo (é claro que o número agora aumentou).
Analisemos a cifra Mundial de outras Enfermidades
Atualmente no mundo morre 2 milhões de pessoas por causa da malária. Mortes que poderia evitar usando um simples mosquiteiro.
Morrem a cada ano 2 milhões de crianças por causa da diarréia. Morte que se poderia evitar com o soro oral.
Morrem a cada ano 10 milhões de pessoas por causa de enfermidade curáveis como sarampo ou pneumonia.
Quantas destas mortes são títulos de jornais? NENHUMA!
Falemos das estatísticas argentinas onde o número de vítimas fatais pela GRIPE SUÍNA atinge 182 segundo o Ministério da Saúde do dia 09/07/2009. Na República Argentina, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censo entre os anos de 2004 e 2006 foi notificado 3715730 casos de gripe e pneumonia, dos quais 45270 resultaram em mortes. Isto estabelece uma média de 15090 mortes por ano por enfermidades respiratórias conhecidas ou comuns.
Mas quantas destas mortes são manchetes de jornais? Exatamente NENHUMA!
Contudo, a insistência midiática com a GRIPE SUÍNA parece imutável, mas por que? A esta altura, deveria estar bastante claro. Recordam que a companhia bio farmacêutica GILEAD SCIENCE presidida anos depois pelo simpático DONAL RUMSFIELD patenteou o TAMIFLU como medicamento contra vários tipos de gripes... Adivinhe... casualmente o TAMIFLU é um dos remédios recomendados pela OMS para combater a GRIPE SUÍNA.
Que melhor maneira de comercializar que gerar uma necessidade baseada no medo e na paranóia da sociedade? Se ainda não ficou claro, olhemos a evolução das ações da ROCHE entre 23 e 29 de abril de 2009: Um aumento mais que considerável em somente 5 dias (tem o gráfico no vídeo). Aliás, sabia que o TAMIFLU tem efeitos secundários psicológicos e psiquiátricos? Os sintomas mais severos são convulsões e delírios. No Japão 14 mortes infantis e adolescentes por causa de infecção cerebrais, fez o governo a proibir o TAMIFLU durante o ano de 2007.
É tão difícil de entender o que se esconde atrás da GRIPE SUÍNA?
Ctrl+C: Thinformações.
Você sabia que a gripe suína não é uma "nova gripe"? Abaixo, um comercial da TV americana de 1976 sobre a vacina sobre a gripe "temida".
Quanto a Roche ganhou com vendas de Tamiflu nos últimos meses? Quanto as empresas de álcool arrecadaram? Alguém percebeu que o preço de lenços de papel e àlcool gel aumentou consideravelmente? O Álcool gel está até 900% mais caro.
E aí? É uma epidemia? É uma doença nova que não temos anticorpos? Há quantos milhões de anos o vírus da gripe está aqui? Como nenhum tinha passado pelo porco, que está aqui a milhares de anos, e mudado ainda?
Ah vá! E um laboratório farmacêutico não sabe fazer isso, então...
Por um mundo + AWAY! 2000inove!
9.8.09
Paradoxo do avô
Imaginemos a seguinte seqüência de fatos:
Você é um viajante que acaba de embarcar numa máquina do tempo rumo ao passado, a uma época não muito distante dos dias atuais. Viaja várias décadas no tempo e se encontra com seu avô ainda criança.
Por acidente ou não, você tira a vida de seu avô, bem antes de ele conhecer a esposa, no caso sua avó.
Se você matou seu avô bem antes de ele conhecer sua futura avó, como pode ter viajado no tempo se nem existia nessa nova realidade, uma vez que seu avô morreu criança e não teve filhos? Se ele não tem filhos você não tem pais. Se você não tem pais, como você existe?
E se não existe, não poderia ter viajado no tempo e matado o seu avô, pelo que o seu avô sobreviveu, casou, teve filhos e nasceu você. Mas se você nasceu, quer dizer que vai voltar atrás no tempo e matá-lo...
Surge então um paradoxo temporal e um conflito lógico de existência a partir do momento que você altera os acontecimentos do passado responsáveis pela sua existência.
Os críticos a esta teoria, sustentam que o tempo já foi pré-determinado e por isso, ao voltar no tempo, você não pode mudá-lo, isso nos traz a possibilidade de que ao voltar no tempo você não estará no mesmo universo real, e sim em um universo paralelo também com seu tempo pré-determinado onde já estaria descrito a sua viagem a esse universo. Esse universo seria como espelho e seus habitantes são os mesmos do nosso universo, quer dizer que, ao matar seu avô nesse outro universo, você não causaria mal algum à existência de seus pais e à sua existência, pois seu avô da sua realidade não sofreu dano algum, mas, nesse universo paralelo você não existiria. Levando em conta todas essas explicações, não existiria o ciclo de existência e não-existência das pessoas envolvidas nessa viagem.
No livro O Universo numa casca de noz, Stephen Hawking discute as teorias do universo paralelo.
Ctrl+C: Wikipedia.
Se você voltou e matou seu avô, como poderia ter nascido?
Se não nasceu, como poderia ter matado seu avô?
Se você não matou seu avô, nasceu.
Se nasceu, acabou voltando e matando seu avô...
Por um mundo + AWAY! 2000inove!