11.1.13

Cleptomaníaca

Tive que resolver um problema em uma cidade vizinha e, na volta, achei um bar bem bonito. Resolvi parar e tomar um refrigerante.

Enquanto estava sentado no balcão, várias pessoas iam e vinham, sentavam e levantavam ao meu lado. Não sei quanto tempo fiquei ali, mas deve ter sido um tempo considerável.

Durante o início da noite, uma loira alta, de olhos verdes e cabelos cacheados sentou ao meu lado e pediu um Martini.

Um cara sentou ao lado dela e ela, descaradamente, deu em cima dele. Ela não parecia ser uma mulher inteligente, mas tinha um corpo escultural. Talvez terminasse como assistente em algum programa humorístico ou como ex-esposa de jogador de futebol ou cantor de pagode.

Depois de alguns minutos, o cara saiu de perto dela, provavelmente por ela ser muito burra... Ou por ele ser gay, já que ao sair, beijou um homem que estava do lado de fora do bar.

Ela olhou em volta do bar até me achar, sentado ao seu lado. Então começou a conversar comigo, nitidamente fingindo estar bêbada, já que tinha tomado somente uma taça de Martini e sequer tinha tocado na azeitona que tinha no drink.

Inicialmente não dei muito papo, até que comecei a me divertir com as palavras erradas, e com o fato de uma mulher daquelas estar dando em cima de mim descaradamente.
Ela confessou ter tatuagens de "organogramas chineses" dizendo "sorte" e "sexo". Achei engraçado e melhor não corrigir.

Quando fui sincero e falei que havia visto que ela só queria atenção de algum homem ela confessou:
"Na verdade, eu só não quero passar a noite em casa, entendeu? É que tenho um problema, sou cleptomaníaca."

Organograma ou ideograma, cleptomaníaca ou ninfomaníaca, vodka ou água de coco... Naquele momento não fazia tanta diferença.

Cerca de uma hora depois chegávamos ao meu apartamento. Ela não demorou nada pra tirar a minha roupa e a dela, nos divertimos por algumas horas.
No meio da madrugada ela me acordou com um par de algemas e pediu para ser algemada, depois foi a minha vez de ficar preso.

Na manhã seguinte, acordei ainda algemado, algumas gavetas estavam reviradas e algumas coisas simplesmente não estavam ali.
Na cama, perto de mim um bilhete: "Te avisei que era cleptomaníaca. Beajs."
Isso foi o que sobrou da moça cleptomaníaca.

2 comentários:

Catarina Schein disse...

Cleptomaníaco foste tu que roubaste gargalhadas de mim enquanto eu lia teu texto. :)

Lua disse...

Se querer roubar alguns abraços e cheiros teus for...

* coincidência ou não, bem na hora que digito esse comentário, escuto BeeGees xD *

... Ser Cleptomaníaca, então eu sou. Preciso visitar mais seu Blog.