29.6.11

Competição: Séria. Acidente: Engraçado.


Você não vai acreditar na maneira como duas motocicletas de competição se enroscaram durante um acidente em Magny-Cours, durante o evento Promosport no final de semana passado. O acidente continua mesmo depois da queda dos pilotos, enquanto as motos giram em conjunto como se fossem um pião motorizado. C’est étrange!
O bizarro acidente aconteceu durante a quarta etapa da Copa Francesa Promosport 2011, uma série para pilotos amadores que buscam um lugar em categorias maiores. Talvez o Cirque Du Soleil tenha uma vaga para os novos mestres das piruetas.

Nos filmes pastelão ou nos desenhos antigos, esta cena é clássica: o cara vai usar um mecanismo importante para as suas intenções – tipo uma alavanca –, e na hora H, a bendita quebra. Não emperra, não fica mole, nem apenas fica inoperante: a bendita simplesmente sai na mão do sujeito – e a sequência é a mesma há uns 200 anos: o cara fica incrédulo olhando para a alavanca; ou olha em direção aos espectadores.
Agora, e se isso acontecesse de verdade, em um carro de arrancada – a mais de 200 quilômetros por hora?

Bem, foi o que Russ Parker vivenciou, em uma de suas puxadas a bordo do Highbucks IV BB/FC – um funny car das antigas, com carroceria inspirada no Ford Mustang. Em um bom dia, essa traquitana cruza a linha dos 402 metros em 6,8 segundos a quase 335 quilômetros por hora. Mas aquele não era um bom dia – nenhum dia pode ser “bom”, se o volante sai na sua mão (após a quebra da caixa de direção) quando você está a mais de 200 km/h.
No desespero, Parker tenta agarrar a coluna de direção para tentar esterçá-la – mas amarrado a um cinto de seis pontos meu chapa, você não consegue ir nem um dedo para a frente. O resultado é um gesticular digno de um maestro – ou do Coyote preso a um elástico, querendo agarrar um Papa Léguas que está a um centímetro de seus dedos…

Ctrl+C: Jalopnik Brasil e Jalopnik Brasil.

28.6.11

Sonho(ou, Te amo, porra!)

Estava subindo as escadas do shopping e, entre um lance de escadas rolantes e outro, a vi ali.
Linda de morrer, de largar tudo pra trás...

Aquela que faria meu pai me dizer:
"Filho, tu vai largar teu futuro brilhante pra ficar com uma guria drogada, bêbada, cheia de tatuagens, piercings, cabelo raspado e pintado?"
Óbvio que a minha resposta ia ser sim. Baixinha, olhos lindos. Tudo. Acho que a palavra é essa.

Ela estava ali, sentada no banco entre as escadas, aparentava estar esperando alguém. Vi que ela me viu, de canto, deixou até escapar um leve sorriso no canto da boca.

Demorou alguns segundos até minha cabeça funcionar e fazer eu olhar pra trás e querer voltar a escada rolante correndo.
Cheguei a descer dois ou três degraus, até olhar e ver que o cara que ela esperava já estava lá, sentado ao lado dela.

Isso me fez lembrar de quando conheci ela. Ela sentada naquele banco da estação me esperando. O tiozinho limpando o chão bem na hora que cheguei. Eu passei na frente dela e sentei na cadeira do lado. Ela puxando o telefone e fingindo que estava falando com a mãe:
"Mãe, pode ficar tranquila, ele não é um psicopata."

Segui meu caminho, então, subindo as escadas rolantes e fazendo o que tinha que fazer.

Mais tarde, na praça de alimentação, lá estavam os dois, rindo e comendo como namorados.
Ele era gatão, um cara boa pinta, forte, parecia ser daqueles caras que as mulheres se apaixonam só de olhar.

Mas, quando passei na frente dos dois, percebi que ela não estava tão feliz quanto parecia de longe.
Agente aprende isso com o tempo, pequenos movimentos que a pessoa faz denunciam tudo. Uso isso até hoje pra quase todas as situações da vida.

À noite, entrei no blog dela e lá estava o título da postagem: "Tem tanto e ao mesmo tempo não tem nada" algo do tipo "tem forma, mas nada de conteúdo".

Nem li o texto, só comentei:
Tu tem mais é que te foder.